THEME

Capítulo cinquenta e quatro.

Meu café da manhã resumiu-se a um copo de suco, quente. Descemos os degraus, pois segundo Rafaella, nosso corpo precisava entrar no ritmo antes de mesmo de iniciarmos a caminhada.

Rafaella descia de dois em dois degraus, enquanto eu arrastava-me entre eles. Tive uma leve sensação que os meus pulmões, não estavam muito dispostos a fazerem seu devido trabalho.          

— Calma ai Rafa! — disse, parando em um degrau, para tomar ar.

— Qual é? Há Juliana já deve está nas margens do Ipiranga…

‘’Me solta! Eu não tenho nada para falar contigo… ’’  mesmo com a minha respiração ofegante atrapalhando a minha audição, consegui controlar o som dela, para ouvir a discussão que se seguia.

— Você ouviu? — perguntei.

— O quê?

‘’Me solta, ou vou começar a gritar’’ mesmo a voz estando embargada, pude reconhece-lá.

— É a Juliana! — saí em disparada. Voei pelos degraus, sem medo de poder parar de cara no chão. Minha amiga estava precisando de ajuda, e eu faria o que fosse preciso para ajudá-la.

Assim que cheguei ao lado de fora do prédio. Pude vê Nicholas segurando Juliana pelo braço, que chorava sem parar. Olhos os dele também estavam submersos em lágrimas.

— Está tudo bem! Não tem o que vocês se preocuparem, só estávamos conversando. — ele disse, se nos olhar.

— Não é o que parece! — disse Rafaella, atrás de mim — Solta ela agora!

— Juliana, eu preciso de você! — pude ver o quanto ele estava desesperado.

— E eu preciso ficar longe de você! — ela disse em um soluço alto. Ele se aproximou dela, e repousou seu lábios em sua testa. Era nítido que ambos se amavam, mas algo havia quebrado e eles não conseguiam mais funcionar juntos. Ela, o empurrou e saiu correndo.

— Juliana! — gritei, andando em sua direção.

— Deixa… Ela precisa desse momento sozinha! — disse Rafaella, antes de caminhar em direção de Nicholas que estava encostado em seu carro — Você tem parar com isso.

— Eu a amo! — ele disse.                                            

— É por amá-la que você vai parar de segui-la. — ela girou nos calcanhares e olhou-me — Vamos Nathalia, você ainda tem alguns quilos para perder.

Não trocamos nenhuma palavra sobre o acontecido. Eu sabia que não adiantaria e questionar nada, que nenhuma respostaria sairia da boca de Rafaella. Apenas caminhamos em silêncio.

— Está tudo bem? — perguntei. Rafaella poderia se fazer de durona, mas eu sabia que algo estava de errado.

— Está… — ela olhou-me com um sorriso meigo nos lábios — É só um cisco! 


1 day ago 0 notes · reblog

Capítulo cinquenta e três.

Acertamos os detalhes. Luan me levaria para visitar o jardim botânico, de madrugada, para evitar tumulto e registros indesejáveis. Desligamos o telefone, assim que ele chegou ao salão e eu fui tentar dormir.

Não sei se foi à ansiedade por um encontro marcado com ele, após ficarmos uma semana inteira longe um dou outro ou a curiosidade de saber como ele ficaria com o novo visual, que me fizeram não conseguir embarcar no mundo dos sonhos. Levantei-me e fui para cozinha, atacar a dispensa.

— Sem sono? — pude ouvir a voz de Juliana ecoar por toda cozinha. Foi à primeira vez, em dias, que ela direcionou suas palavras diretamente a mim.

— Acho que sim… — girei em cima dos calcanhares para olhá-la. Não sei era por causa da sinusite ou por estarmos afastadas, mas ela parecia-me muito mais magra — E você? Sem sono?

— Não, eu só levantei para tomar meu remédio! — disse, passando por mim. Fiquei a observando, os ossos de sua costelas, estavam bem marcados, sobre a pele, e aquilo por algum motivo me causou um calafrio.

— Você está fazendo dieta? — perguntei. Ela permaneceu de costas para mim. Em um gesto rápido, levou um comprimido até os lábios e tomou um generoso gole d’água.

— Estou! — disse, passando por mim, sem me olhar nos olhos. Há segui e segurei em seu braço, a fazendo parar.

— Até quando vamos ficar nessa? — perguntei.

— Estou com sono… — disse se soltando.

Não fui atrás dela. Não imploraria por atenção. Voltei para cozinha e preparei um sanduíche, mesmo estando sem fome.

                           …

Não lembro que horas eu dormir, mas lembro-me de vê o sol surgir entre os prédios e o céu começar a ficar levemente alaranjado. São Paulo poderia ter seus defeitos, mas quando é observado com olhos generosos, encontramos sua beleza e agradecemos em silêncio por estarmos respirando o seu ar, que de puro não tem nada.

                                                                        …

— Sua gorda! — pude ouvir a voz de Rafaella ao longe, enquanto meu corpo parecia centrifugar dentro de uma lavadora.

— Deixei-me dormir por mais dez anos! — resmunguei, virando-me para parede.

— Você não quer correr comigo e com a Juliana? Vai por mim, você está necessitando.

— O quê eu fiz para merecer isso?! Estou sendo chamada de gorda em pleno sábado…

— Posso chamar amanhã se quiser… — mesmo sem está olhando para ela, tive certeza que tinha um sorrisinho em seus lábios —  Vamos?!

— É sábado. — cobri minha cabeça com o travesseiro.

— Estamos te esperando! Vê se na demora.

                                                                                        …

Levantei-me, como se o mundo estivesse em minhas costas. Arrumei-me na mesma velocidade de um raio, mas sem deixar o meu ritual de beleza de lado. Fui para sala, e vi que as meninas estavam se aquecendo.

— Como vocês conseguem fazer exercício há essa hora? Como qualquer ser humano consegue fazer qualquer exercício a qualquer hora do dia? — perguntei, jogando-me no sofá.

— Como você consegue se maquiar, sabendo que vai suar como um porco?! — perguntou Juliana, sem disfarçar o deboche.

— Juliana? — Rafaella lançou um olhar na direção de Juliana, que deu os ombros.

— Dá pra irmos logo? — Juliana perguntou, cruzando os braços.

— Eu vou tomar café… — disse.

— Estou indo na frente! Quero manter a forma…

— Juliana você não tomou café! — Rafaella apressou-se em falar.

— Eu supero isso! — disse, antes de sumir pela porta a fora.

— Ela está tão…

— Você não vai falar mal dela para mim, né?! — interrompeu-me Rafaella.

— Não! Você tá doida? Eu iria falar que ela está tão magra…

— Ela tem se dedicado! — disse.

— Pra quê? Ela sempre teve curvas tão bonitas!

— Olha, isso tudo que está acontecendo é culpa do Nicholas…

— O quê é? Ele arrumou uma namorada magrela e a Juliana está competindo? — indaguei.

— Talvez…

— Achei que ela fosse superior a isso…

— Você não queria tomar café? — ela perguntou, encerrando o assunto.


nossoanjoluanrafael:

tudo isso por causa de uma merda de uma grade, toma no cu


nossoanjoluanrafael:

o velho mais gostoso do neverso


Nega web perfeita sabia?
Anonymous

Obrigada meu amor :’D Fico muito feliz em saber que você está gostando das minhas palavras…


5 days ago 0 notes · reblog

Dizem que quando você abraça uma pessoa com os olhos fechados, é porque você realmente sente algo por ela.


“Por mais distante que eu pareça estar. Eu tô pensando em você.”
Onze:20.   (via romantizar)