THEME
Olá, grande escritora. Você poderia continuar a fic, por favor? Thank you!
epravocels

Minha linda, meus olhos marejaram com esse ”grande escritora”. Eu fico muito feliz quando recebo um elogio assim, mesmo sabendo que de grande escritora eu não tenho nada (nem altura). Acabei de postar um capítulo enorme, comparado aos últimos é enorme. Hahahaha. Espero que você goste dele, pois eu escrevi com todo meu amor.


8 hours ago 0 notes · reblog

Capítulo setenta e oito.

Eu não estava mentindo quando disse que tinha várias coisas para fazer, mas eu largaria tudo para poder ficar mais algum tempo com Nathalia, mas percebi que ela estava empolgada demais para perder tempo comigo, então decidi pegar a estrada.

A cidade estava relativamente calma. Dirigi pela via Dutra, com os faróis baixos e os vidros fechados, fazendo que o mundo lá fora parecesse apenas uma lenda urbana.

Estacionei o carro no portão da minha casa e saltei para fora, pousando meus pés na calçada. O frio que estava fazendo, me fez correr para o aconchego do interior do meu escritório.

Decidi que iria tirar aquela madrugada para escolher a voz que iria substituir a de Day. Peguei o envelope que Roberval havia deixado em minha casa há dias e retirei de dentro dele, uma mídia player. Encaixei o cd na bandeja do leitor do meu notebook e o empurrei para dentro, enquanto com a outra mão livre levei os fones até meus ouvidos.

Ouvi cerca de quarenta faixas e nenhuma tocou minha alma. Todas as vozes eram relativamente interessantes, mas nenhuma tinha aquela magia que nos faz querer parar tudo só para ouvi-la.

Com o meu ouvido já reclamando – devido ao longo período com os fones colados neles, resolvi retirar-los da saída de som e deixei tocar no alto-falante, enquanto dirigia-me até a cozinha para preparar uma bebida quente.

Enquanto esperava o leite aquecer, pude ouvir uma voz tão macia, quanto algodão, ecoar ao longe.

Fechei meus olhos e encostei-me na pia, enquanto deixei meus ouvidos saborear a doçura daquela voz. A dona dela parecia estar contando um segredo ao invés de estar cantando. Meu deleite foi interrompido, quando ouvi o fogo repelir o leite que estava transbordando sobre ele.

Desliguei o fogo e retirei a leiteira de cima da chapa quente e a repousei sobre o mármore frio. Corri de volta para meu escritório, e li o nome da faixa, antes dela mudar. Karielle Gontijo, esse era o nome da dona daquela voz que me fez perder a noção do tempo. Eu não precisava ouvir as outras faixas. Meus ouvidos já haviam decidido quem iria entrar no lugar de Day.

Cogitei ligar para Roberval, para contar da minha decisão, mas o relógio marcava quase três da manhã, então deixei para ligar em outro horário.

Voltei a reproduzir a faixa de Karielle, para reafirmar a minha escolha. Ela era realmente perfeita para entrar no lugar da Day, quando fosse necessário.

Voltei para cozinha, para limpar a bagunça que havia feito e tomar o restante do meu leite aquecido.

Fui para cama quando o céu anunciava que o sol já iria nascer. Eu estava tão cansado que eu poderia dormir até o mundo acabar, mas infelizmente teria que acordar quando ao entardecer para arrumar-me para um show na baixada do Rio de Janeiro.

As horas passaram em um piscar de olhos, quando eu vi, já estava na hora de arrumar as malas e ir para ao aeroporto.

Meu celular tocou algumas vezes até eu resolver atender. Vi que era Wellington e se eu o conhecia bem, sabia que ele já estava me esperando no lado de fora. Atendi no quarto toque e avisei que já estava saindo.

Desliguei as luzes, fechei as janelas e verifiquei as bocas do fogão, antes de fazer um raio-X completo na casa para certificar-me que não havia me esquecido de nada.  Tranquei a porta e escondi a chave, no lugar de sempre (dentro de um vasinho de planta) para Bruna poder levar alguém até lá para limpar.

– Eu estava pensando aqui… Se eu não te ligo, você não iria conseguir trabalhar na coisa da pontualidade! – falou Wellington, assim que batia a porta do carro atrás de mim.

– Em minha defesa, eu estava verificando se a boca do gás estava fechada… Você lembra o que aconteceu dá última vez que eu saí de casa sem verificar o fogão. – disse, fazendo referência a um passado não tão distante, quando eu saí praticamente bêbado de sono de casa para um tour em João Pessoa.

– Claro que eu lembro… – comentou em meio às risadas, sem desviar os olhos da estrada – Dagmar fez um escândalo para isso não sair na mídia!

– Dagmar, Dagmar… Sabe que eu sinto falta dela?!

– Você sabe que é o único né?! – disse, voltando a gargalhar.

– Cirilo, Cirilo, não seja tão maldoso… – disse, tentando prender a risada, o que foi uma tentativa frustrada – Ela é uma boa pessoa!

E ela realmente é. O negócio que com ela não tem meio termo. Ou é preto ou é branco. Talvez por ela se sobrecarregar tanto e levar quase tudo a ferro e fogo, ela passe uma imagem de mãezona rabugenta. Mas, quando a conhecemos realmente conseguimos enxergar suas qualidades e os seus defeitos, ah seus defeitos, conseguimos até admirar-los. Eu lamento que a nossa parceria não tenha funcionado como o esperando…

Wellington deu os ombros e continuou a dirigir. Como não continuamos a conversar, comecei a cantarolar uma melodia nova.

Sem perceber, já estávamos no estacionamento. Wellington digitou uma mensagem para o Roberval, para se certificar de que ele havia conseguido despistar as minhas fãs. Inicialmente, eu era contra isso. Achava injusto com elas e comigo, mas conforme o numero de fãs foi aumentando, começou a ficar inviável. Então optamos por sempre soltar notícias falsas sobre qual portão de embarque eu entraria – mas tratando das minhas fãs, elas sempre conseguem descobrir onde eu estou. Parece que tem um micro- chip dentro do meu corpo, informando a minha localização exata.

– Tudo limpo… Só tem um grupo pequeno de dez meninas no portão B! Eu até poderia falar para você esperar aqui até elas se cansarem, mas já estamos em cima do horário!

– Você tá louco né? Se essas dez me acharam, era pra ser! Nem se tivesse como eu esperar aqui, eu faria isso… Vamos lá, é só falar para elas manter calm… – antes mesmo de terminar a frase, pude ouvir o som (quase histérico) da risada de Wellington.

– Sabe quando suas fãs vão manter a calma? N-U-N-CA! – disse, se afogando em suas risadas.

– Que Deus te ouça, pois eu até que gosto bastante dessa agitação toda! – confessei em meio a risadas – Agora toca esse trem ai… – disse, dando um tapa na careca brilhante dele.

Well arrancou com o carro, fazendo os pneus cantarem no asfalto, logo após enviar uma mensagem para o Roberval confirmando que eu iria atender todos os fãs que estivessem a minha espera no portão B.

Ao longe, pude ouvir meu nome sendo dito em plenos pulmões. Foi inevitável não sorrir e sentir todo aquele amor crescer dentro de mim. Peguei meu celular no bolso da minha calça jeans e abri o aplicativo do Twitter. 

Fazia um bom tempo que eu não acessava minha conta para conversar com os meus fãs, devido à correria do dia a dia, mas eu estava sentindo falta daquele carinho e eu sabia que elas também estavam.  Digitei uma mensagem pequena, que eu sabia que iria fazer sorrisos brotarem em seus lábios.

‘’Eu amo vocês! Desculpe não dizer isso todos os dias, mas eu faço um pedido, por favor, nunca duvidem do que eu carrego aqui dentro do meu coração por vocês’’

No segundo seguinte meu celular começou a vibrar. Eu nem precisava olhar, eu sabia do que se tratava. Eram elas, me dando carinho. Afundei minha mão no fundo da calça jeans e deixei o celular por lá mesmo, para dar atenção ao Wellington que já havia estacionado o carro em um canteiro afastado.

– Você espera aqui que eu vou ajudar ao Roberval! Quando tudo estiver organizado, eu venho te buscar.

Wellington abriu a porta do carro, deixando o vento frio entrar. Liguei o aquecedor, para me aquecer imediatamente. Encostei minha cabeça no vidro, e fechei meus olhos por um instante.

Foi o tempo necessário para ver o sorriso dela surgir em minha mente e seus olhos azuis, que mais pareciam duas esferas, brilharem para mim. Como em uma alucinação. Sacudi a cabeça de um lado para outro, em uma tentativa frustrada de me afastar de sua imagem.

– Cara! – olhei para o lado e vi Roberval batendo no vidro do carro. Estiquei meu corpo sobre o banco até alcançar a porta e abri-la – Que mundo que você tá? Estou te chamando há horas. Vem que só temos oito minutos… – disse, verificando seu relógio de pulso.

Saltei do carro, após desligar o aquecer. Logo, que avistei a grade, vi algumas lágrimas brotarem nos olhos daquelas meninas, que pareciam ter entre 13 e 16 anos.

Assim que cheguei mais perto, o portão foi aberto, deixando três meninas passarem. Vi que Wellington passou algumas instruções para elas, que concordaram com a cabeça.

– Lu, Lu, assina aqui para mim… – disse a menina mais nova, entregando-me a case de seu celular e uma canetinha preta.

– Assino sim! – disse, sorrindo para ela – Prontinho!

– Lubs, me abraça? – perguntou a mais velha, dentre elas, me cutucando.

– E abraço agora precisa pedir mulher? – disse a envolvendo em meus braços. Seus abraços se envolveram em volta do meu pescoço, e em um gesto rápido, ela apertou-me ainda mais contra o seu corpo, me fazendo perder o ar por um segundo. Percebi que ela estava chorando ainda mais. Era um choro desesperado. A afastei o suficiente para levantar seu rosto olhar em seus olhos avermelhados – Você não ficou feliz em me conhecer? – perguntei.

– Fiquei… – ela confessou em um sussurro – Essa é a melhor coisa que me aconteceu em anos. Eu sempre vou me lembrar disso.

– Então por que do choro? – perguntei, usando o dorso da minha mão para enxugar suas lágrimas.

– É porque você vai se esquecer de mim, assim que entrar nesse avião e for gerar novos sorrisos! – eu não tinha palavras. Por mais que eu argumentasse, eu sabia que ela estava falando a verdade. Dentre algumas horas, eu não lembraria dos traços do seu rosto ou do seu cheiro de uva.

Não que eu fizesse isso por querer ou por ter uma péssima memória, mas sim, por não conseguir registrar todas as faces que eu vejo ao longo do dia.

A trouxe de volta para meus braços e depositei um beijo no topo de sua cabeça, como se no meu silêncio eu estivesse pedido perdão. Ela apertou-me, me aquecendo mais do que o aquecedor e o meu casaco juntos.


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contosdeumaluanete:

Talento pra cantor e pra biologo, o carinho dele com os animais e realmente lindo, perdemos um grande biologo porem o mundo ganhou um otimo brilhante cantor @luansantana


“Me deu uma saudade, nem é bom falar.”
Armandinho      (via auroriar)

quemteamasoueu:

Kkkkkkkk sofrendo aqui


“É raro encontrar alguém que vê além das nuvens, que se senta no meio do nada pra caçar estrelas e trocar ideias com a lua.”
Gabito Nunes (via theuraltalk)

“Amor é o que acontece uma vez a cada dez anos.”
Charles Bukowski. (via theuraltalk)